Sunday, May 10, 2009

Escolher

Há já algum tempo que escolho o que como: sou macrobiótica há 10 anos. Há cerca de 2 anos decidi escolher parte do que via e ouvia: deixei de ver televisão, ler jornais ou ouvir as notícias na rádio - são só desastres, calamidades, "o horror e o drama". Perguntei-me se seria possível não existirem heróis, pessoas com coragem e com compaixão que se entre-ajudam. Seria o mundo assim negro e cheio de maldade, não havia mais nada para além disso?

Comecei também a escolher a companhia de pessoas alegres, que vivem a vida duma forma aberta e de acordo com quem são verdadeiramente.

Recentemente apercebi-me que mesmo as músicas têm letras estranhas, dei por mim a cantarolar coisas como "I am not sweet" (eu não sou doce/simpática) ou "I can't live without you" (não posso viver sem ti). Estas letras não me dizem nada, não sou eu!

Descobri que o hinduísmo advoga que devemos escolher o nosso alimento a todos os níveis: o que comemos, o que vemos, o que ouvimos, o que respiramos...

E assim decidi mudar a música que me acompanha durante parte do dia. Deixo-vos um exemplo: Enjoy :) E sim, a vida é magnífica e é fantástico estar viva. Agradeço-te, universo!

Aqui Krishna Das diz algo em que eu acredito: que a espiritualidade não é algo para nos afastar do mundo e dos outros, mas para nos ajudar a aproximar ainda mais e a viver com mais intensidade.

Com todo o meu amor :)

Friday, May 8, 2009

Amo-vos!

I just posted to say I love you :)

O poder das palavras

Decidi eliminar o "tenho que" e o "é preciso fazer" das minhas frases ditas ou pensadas.

Apercebi-me do peso que estas palavras, aparentemente inofensivas, têm na realidade, quando comecei a ter encomendas de pão e dei por mim a pensar que "tinha que" fazer essa tarefa. Automaticamente, passou a ser um peso e deixou de me dar prazer. Agora faço pão apenas porque gosto e porque quero ;) Aliás, agora faço tudo e qualquer coisa apenas porque quero ou gosto ou me apetece.

E tu? O que é que tens que fazer? Será mesmo que tens que o fazer? O que acontecerá se não o fizeres? E será que o fazes por gosto e apenas o dizes como se fosse uma obrigação? Se o fazes por gosto, pensa "eu gosto de fazer isto". Se não o fazes por gosto e é mesmo uma obrigação, pensa bem se vale a pena carregar esse peso, há sempre alternativas, basta escolher.

Como postou a Lita aqui: a vida é feita de escolhas, se não gostas do que tens, escolhe outra vez ;)

Tudo está ligado, tudo é apenas um

Nas aulas de yoga tomei consciência da forma como respiro:
  • pouco, respiro só o mínimo possível porque tenho medo de viver, do que a vida pode trazer, do que posso sentir;
  • faço uma pausa depois de expirar e só inspiro quando é mesmo essencial, mais uma vez por medo, medo de sentir a vida, medo de viver.
Comecei a respirar fundo e com ritmo, sem paragens e compreendi a razão do medo: senti o grito de dor desta criança ferida que carrego dentro de mim, desta criança que acredita que o mundo é escuro e cheio de crueldade, desta criança tão carente de amor que acha que não merece o presente que é viver.

Respirar fez subir a minha tensão alterial e a temperatura geral, levou-me a sentir a minha força, a dizer "não" quando assim o entendia, a tomar as rédeas da minha vida. Fez surgir o dinamismo e a vitalidade que há muito me faltavam. Sentir a vida, sentir tudo e descobrir que afinal tudo passa e na maioria das vezes é tudo uma ilusão: aquilo que ontem nos fez sofrer, hoje parece algo banal.

Ontem tomei consciência de algo que carrego comigo há muitos, muitos anos. Chorei-o e senti-me muito mais leve. Hoje na aula de yoga consegui ir muito para lá do que era normal. É fantástico ver como tudo se liga: o físico, o emocional, o mental, o espiritual.

E voltar a ultrapassar os meus limites nos exercícios físicos, fez-me ir mais além no plano emocional e deixar sair mais coisas cá para fora (aka tomar consciência delas e chorar "baba e ranho" :) ).