Tuesday, May 26, 2009

Mergulhar em mim mesma

Encontrar a minha força permitiu-me obter a liberdade que tanto sonhava. Mas agora que sei que posso ser tudo o que desejar e que nada me prende, vem a grande questão: o que quero eu? E a resposta é um frustrante: não sei.

Quem sou eu? O que quero eu da vida? Quem nasci para ser? Estas são as perguntas que tenho feito a mim mesma e ao universo nestes últimos dias.

Sinto-me mudar, sinto que nada voltará a ser o mesmo, que eu não voltarei a ser a mesma. É um turbilhão de emoções, sentimentos, recordações... Sinto que passou por mim um furacão e que anda tudo pelos ares.

O retiro xamânico do fim-de-semana com a LuzClara e a sessão de leitura da aura de hoje, vieram abanar ainda mais tudo o que já andava aos saltos...

Sentimentos profundos, que me fizeram mudar de vida, desvanecem-se em recordações de outras vidas, enquanto que outros que julguei não voltar a sentir tomam o seu lugar de outrora... Sinto-me perdida nesta montanha russa de emoções: hoje quero, amanhã não quero, depois afinal já quero...

Apetece-me gritar até não ter mais forças e simplesmente deixar de sentir.

O que me anima é o saber que depois da tempestade vem sempre a bonança e que à noite escura sucede sempre o amanhecer luminoso. Resta-me apenas continuar a caminhar, a mergulhar neste oceano de emoções e sentimentos.

Monday, May 18, 2009

Espelhos

Julgava já ter curado as feridas do meu 1º casamento, mas hoje descobri que não era bem assim. Lá no fundo estava ainda muita raiva, mágoa e tristeza.

Decidi sentir e respirar tudo aquilo. Deixei-me sentir até o corpo tremer, para lá da razão onde tudo é negro, sem censuras e sem culpas.

Odiava-o pela humilhação, pelo desprezo, pelo abandono. Mas... estas sensações eram-me estranhamente familiares: eu já infligia essa mesma humilhação, esse mesmo desprezo e abandono a mim mesma há muitos anos. Ele apenas mos mostrou claramente e sem rodeios, de forma a que não os pudesse ignorar.

Então deu-se um click... e percebi que a raiva que sentia não era por ele, mas por mim, que não me tinha amado nem antes nem durante este casamento.

Chorei por entre soluços a mágoa que ainda restava.

Agora, sinto-me muito mais leve :)

É como descascar uma cebola: hoje uma camada, amanhã outra... e assim se faz o caminho de descoberta de nós próprios...

Tuesday, May 12, 2009

We are all one...



Muito bom!

Ela... sou eu.

Ela veste uma longa saia até aos pés, esvoaçante na brisa da madrugada. Uma camisola leve, de mangas largas junto às mãos. Tem cabelos lisos, longos.

Caminha, descalça, na floresta. Pousa cada pé vagarosamente, a sentir o pulsar da mãe Terra. Sente cada bater de asas, ouve cada som da floresta e dos seres que a habitam, respira com respeito e reverência o ar puro e fresco. Conhece cada planta e animal pelo seu nome.

Invade-lhe o coração uma sensação de comunhão e ligação. Cada respiração, cada som, cada cheiro, cada flor, murmura-lhe em silêncio a beleza da vida.

A floresta é a sua casa, as plantas e o animais seus irmãos.

Ela é doce como o néctar das flores, imprevisível e implacável como uma tempestade de Primavera, suave como uma brisa de Verão, delicada como as gotas de orvalho, forte como uma montanha. Ela é... uma feiticeira branca. Ela... sou eu.

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É assim que me vejo recentemente. Procurei na net por "feiticeira branca" e descobri que existem realmente... e eu não acredito em coincidências. Já é a 2ª vez que me cruzo por acaso com este site, e lá está, não há coincidências...