Thursday, November 20, 2008

Alma nua

Já há algum tempo que tinha vontade de deixar o anonimato, mas no dia seguinte voltava sempre atrás na minha decisão: tinha medo de me expor, de mostrar tudo o que me vai na alma. Porque isso implica mostrar aquilo de que gosto e o que ainda não aceito.

Olhei a magnólia, agora sem folhas, nua, sem defesas, apenas ela ao frio e à chuva... E a imagem que ficou foi de força, não de fraqueza. Aí percebi que estava mesmo na altura de me mostrar e assumir quem sou, assumir tudo o que sou.

Lembrei-me do que disse a Aninhas: Não nasci para ser igual, não nasci para ser diferente, nasci para ser Eu.

É verdade, nasci para ser EU, e para isso preciso de me assumir por inteiro, sem medos, sem vergonhas, sem defesas, apenas EU.

Tuesday, October 28, 2008

Sentir

Mais um período de recolhimento...

Muita coisa passou neste tempo, que me fez ver o mundo e a vida de outra forma. Sinto que não sou a mesma pessoa que escreveu o post anterior. Muita coisa morreu e muitas outras nasceram.

Depois de muitos dias num turbilhão de emoções, hoje sinto-me calma e olho duma outra perspectiva o que me rodeia. De repente, parece ter perdido a importância e o poder que tinha sobre mim. Sinto que o mundo pode desabar que eu continuarei aqui, de pé.

Sinto-me bem :)

Wednesday, September 3, 2008

O poder duma saia

Passei anos e anos a vestir unicamente calças. No início deste período de mudança profunda, decidi aceitar e alimentar o meu lado feminino e comecei a vestir saias. Umas mais curtas, outras mais compridas.

Até que, nesta minha viagem, experimentei uma saia até aos pés... ena, essas são mesmo diferentes. Sinto-me forte e segura, sinto que sou eu.

Com umas calças a força é mais agressiva, mais masculina. Com uma saia (até aos pés) é um poder tranquilo, de união, uma força que abraça.

Eu sou amor divino

Agosto foi intenso: andanças, vida verde, africa'ki... novos amigos, novas experiências: dançar, cantar, tocar.

A experiência de cantar e tocar instrumentos simples em grupo, no africa'ki, tocou-me profundamente. O som, a vibração, o transe... simplesmente cantar, sentir a vibração e deixar a voz sair sem pensar, sem lhe dar um significado, foi uma experiência fantástica, transformadora.

Percebi um pouco melhor a frase: tudo é amor. Porque sempre que algo me toca profundamente, o que sinto é um estado de amor incondicional: ser amor.

E eu, que me considerava incapaz de tocar um instrumento, uma pessoa sem ritmo, dou por mim todas manhãs a cantar mantras e outros sons que me vão pela alma e que acabam por simplesmente sair e a acompanhá-los com som dos mais diversos e improváveis instrumentos: batucar num livro ou sacudir um saco de papel cheio de amêndoas :)

Uau... algo tão simples e que me faz sentir tão aqui e agora, tão ligada, que me faz sentir amor, simplesmente ser amor. Aham Prema (eu sou amor divino)