Monday, March 1, 2010

Cebolas :D


Hoje, enquanto me debatia novamente com as dores menstruais percebi que estava zangada comigo, com a minha Mulher. Ela abusa dela mesma exigindo perfeição em tudo, exigindo fazer tudo e estar sempre disponível para os outros. Sente-se culpada quando tira algum tempo para si própria, não se cuida, não descansa e quer sempre executar todas as tarefas que considera serem da responsabilidade feminina. Não aceita ajuda, isso é um sinal de fraqueza...

Dá até à exaustão física e emocional e nessa altura ressente-se do lado masculino que não a defende... mas no fundo o que tenho é medo deste meu lado masculino: agressivo, frio, fechado, inflexível...

Olho para os homens e as mulheres da minha vida, fantásticos espelhos de mim mesma, e vejo: mulheres submissas, carregadas de culpa e vergonha e homens insensíveis e agressivos... as vítimas e os tiranos.

Dar tudo de mim mesma não é ser Mulher nem Mãe, é ser um capacho e não é isso que eu quero nem é isso que eu escolho.

Escolho, aqui e agora, um relacionamento equilibrado com a minha parte Feminina e com o meu lado Masculino. Escolho, aqui e agora, relacionamentos equilibrados com os Homens e com as Mulheres.

Esta caminhada espiritual é como descascar uma cebola: tira-se uma camada mas há mais uma a seguir... talvez tenha que encontrar a paz nisso mesmo e não ficar à espera que tudo fique “bem” para encontrar o meu espaço seguro... a minha serenidade, harmonia e tranquilidade não dependem do exterior, nem de como me sinto ou de que emoções andam por aí aos virotes. Sentir-me em paz depende apenas da minha escolha de encontrar e sentir isso mesmo.

2 comments:

Funny said...

Bom... este post dava quase para fazer um tratado só a comentar... mas não o vou fazer :)

Apenas dizer que pedir ajuda não é um acto de fraqueza, mas antes sinal de humildade e inteligência.

Kali said...

Olá Funny,

Que nome engraçado que tu tens! :D

Eu sei que é um sinal de humildade e inteligência, mas sei isso quando estou consciente, aqui e agora. Quando fico no "automático", há partes feridas de mim que tomam conta do "jogo".

E vou tomando consciência destas partes de mim que necessitam de amor e integração, para que eu deixe de andar no "automático", ausente em parte incerta, e possa a cada momento da minha vida escolher conscientemente o que quero e o que não quero.

Aqui (http://www.newbreath.net/video_Aspects_Free.aspx) a Norma explica muito bem o que são essas partes de nós...